Será que a necessidade de escrita funciona
meramente como um processo de reflexão interior ou como tentativa
de um entendimento não conseguido no decorrer das reações diárias?
Ultimamente, tenho pensado acerca disso e da questão de escrever
para me descomplicar ou para complicar o
descomplicado...
Uma coisa é certa, nem sempre o que é
escrito é bem exposto ou interpretado...por vezes há pensamentos de
tal forma inconstantes que até eu própria tenho diferentes formas
de os interpretar em diferentes alturas de uma
eventual leitura reflexiva.
Tudo muito complicado de fato, ou não
fosse eu uma eterna complicada...aquela que constantemente
confronta o pensar e o sentir... o agir e o refletir...o
simplificar e o complexificar. Incompreensivelmente, tão depressa
há a existência de sentimentos reconfortantes como repentinamente
há-os também insatisfeitos e incoerentes.
No decorrer de tantas palavras
desenfreadas permanece sempre algo a dizer...uma incerteza sem
resposta clara, um tentar perceber simplesmente porque sim, porque
busco constantemente respostas para o inquestionável, luto por
coisas inalcançáveis, tento controlar o incontrolavelmente
irremediável, acabando por nem sempre fazer sentido para quem
eventualmente me tente compreender.
Conclusivamente, sou alguém que apenas vai
questionando os limites das idéias e maneiras de expressão...alguém
que inconscientemente, ou conscientemente tendo em conta que penso
nisso agora, tenta encontrar a segurança na insegurança com
que a vida se apresenta.